Help Me

2 de maio de 2010 at 11:37 AM 1 comentário

Eu sempre tive uma grande dificuldade em pedir ajuda. Com o passar do tempo percebi que ser a pessoa que resolve tudo não é tão legal e que ser humilde para pedir um help pode ser a solução.

Tudo começou a mudar quando eu quase parei a faculdade porque não tinha grana para fazer o acordo das mensalidades atrasadas. Noites e mais noites sem dormir, chegava ao trabalho com os olhos vermelhos de tanto chorar. Estava apática e desabava no choro só pensar em contar a minha chefe que eu não poderia mais continuar naquele estágio que eu tanto gostava.

Um dia ela chegou e eu estava lendo os jornais e então comecei a chorar, pois tinha que contar. Chamada à sala de reuniões, não tive como escapar e fui sincera ao dizer que ia parar a faculdade porque não tinha dinheiro para fazer o acordo e continuar. Disse que já tinha pensando em todas as soluções possíveis. Ela me perguntou então se eu não tinha uma pessoa a quem pedir ajuda e eu prontamente respondi que não costumava pedir ajuda. Em lágrimas ouvi com alivio quando ela me disse que juntas arrumaríamos uma solução. Alguns dias depois a solução veio e eu pude continuar a faculdade.

Hoje, dois anos depois, formada percebo como compartilhar os problemas (digo compartilhar e não lamentar), pode ajudar.

Resolvi escrever sobre isso porque há poucas semanas precisei novamente de ajuda, mas não financeira e sim emocional. Cansada de tentar solucionar problemas estava a beira de um colapso de nervos tentando encontrar um  apartamento para minha irmã e eu.

Minha mãe resolveu transferir para minha a responsabilidade de cuidar da minha irmã de 16 anos e eu, prontamente, aceitei mais aquele problema para a felicidade das duas e desespero meu.

Nervosa e, de novo, sem conseguir dormir tive um dia tenso no trabalho. Após uma ligação da minha mãe, me desestabilizei, briguei com a estagiária da minha área e fui chamada à “sala da justiça”. Lá mais uma vez desabafei, disse que não agüentava mais tudo aquilo e eu estava a beira de um ataque de nervosos, isso com apenas 23 anos.

Mais uma vez, a mesma chefe, veio ao meu socorro. Graças a ela dei mais um passo e a ajuda agora vai ser maior. Há três semanas comecei a terapia que tanto relutei em fazer por falta de tempo, dinheiro e coragem.

E diante da terapeuta eu disse sim aquela ajuda. É difícil admitir que se precisa de ajuda desse tipo. É mais difícil ainda perceber que eu não me conheço tão bem como achava.

O trabalho está apenas no começo, mas já pude perceber o quanto, todos esses anos, eu agi de forma indiferente a mim.

Aquela que sempre gostou de ser vista como guerreira, corajosa e auto suficiente, na verdade sempre foi só, frágil e sensível por dentro.

Hoje, o difícil não é pedir ajuda, mas reconhecer e aceitar ser ajudada.

A busca pelo auto conhecimento continua. Chegou a hora de pensar em mim!

Belle

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Entry filed under: Ponteiros.

Bonito, mas cruel… Recordações

1 Comentário Add your own

  • 1. Cristiane Moraes  |  9 de maio de 2010 às 8:58 PM

    Só hoje coloquei a leitura em dia e fiquei surpresa com esse post. Muitas pessoas passam indiferentes com as situações, mas não consigo ser assim. Espero realmente que a ajuda faça diferença. Só evoluimos e crescemos quando nos conhecemos melhor e sabemos mostrar nossos pontos fortes e fracos e lógico, aprendemos a pedir a ajuda.
    Boa sorte nessa nova empreitada!

    Responder

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